domingo, 12 de outubro de 2014

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE 15 ANOS DE TVU





Prezados leitores! 

Peço desculpas por fugir ao tema recorrente deste espaço, mas que em breve estará de volta, para lembrar uma data importante para mim e para a história da cidade: 13 de outubro de 2014.

Além da comemoração do aniversário da cidade, que oficialmente é 20 de julho, há exatos 15 anos ia ao ar o primeiro telejornal transmitido pela TV Universitária. Nesta data não posso jamais esquecer de quem participou efetivamente para uma das maiores conquistas de nossa cidade no setor de comunicação.

Sem o exercício da falsa modéstia, este que vos escreve, após 13 anos de tentativas frustradas por pessoas bem intencionadas da própria Universidade -  com a essencial ajuda fundamental de Ângelo Alberto de Moura Delphim, um grande incentivador e amigo- após selar um desafio com o então diretor da Faepe, Hilário Antônio de Castro e pelo então reitor, Fabiano Ribeiro do Valle, consegui em 30 dias a tão sonhada concessão da TVU. Nem mesmo a direção da época acreditou no feito. 

Hoje a TV é uma realidade presente no dia a dia da cidade através de sua ainda pequena, mas adequada, programação para os lavrenses.  

Em 13 de outubro de 2009 ia ao ar o primeiro telejornal, ancorado por myim, mas feito por pessoas que nunca tiveram a oportunidade de trabalhar em TV, e que tive a honra de ensinar uma a uma, função por função, a entender e decifrar o papel e o funcionamento de uma TV. E juntos, conseguimos! 

Nunca precisamos de um engenheiro, uma técnico especializado para que a TV fosse montada. Eu e todos os funcionários da época fizemos tudo quase que sozinhos - desde a logomarca, instalação e o desenho de estúdios e as dependências - e o resultado é o que está lá até os dias de hoje!



Nesta data, comemora-se a efetiva inauguração da TVU, e como não poderia ser diferente, não posso jamais deixar de dar o crédito a quem de direito como os verdadeiros fundadores da emissora. 

Seria falsa modéstia não assumir o meu papel de fundador da TV Universitária. Seria uma ingratidão não creditar a quem de pronto aceitou o meu desafio e acreditou em mim para que a TV fosse conseguida e implantada em Lavras e, hoje,  uma realidade essencial aos lavrenses. São eles: o ex-reitor Fabiano Ribeiro do Valle e o ex-diretor da Faepe, Hilário Antônio de Castro, aos quais saúdo e agradeço pelo confiança depositada e o fruto conquistado.

Nestes 15 anos de fundação, vejo com satisfação o trabalho dos “meus filhos ainda remanescentes” na TVU e com orgulho por ter deixado meu nome na história da comunicação de Lavras. 

Maior que o orgulho é o dever de agradecer a quem verdadeiramente participou da história da TV e não só, de alguma forma, passou por ela. 

Meu muito obrigado ao ex-reitor, Fabiano Ribeiro do Valle e ao ex-diretor da Faepe, Hilário Antônio de Castro.

O tempo e algumas pessoas, por motivos diversos, podem se esquecer dos verdadeiros coadjuvantes da história da TV. Eu, os funcionários gratos que lá começaram e ainda estão, a memória da TV e a sua verdadeira história jamais esquecerão!

Ao futuro da TV, desejo crescimento e valorização. 
Aos que fundaram e comigo lá estiveram, dedico apenas uma frase:Muito obrigado a todos!! 

Parabéns TVU !!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ACABOU A ELEIÇÃO. COMEÇOU OUTRA!





O resultado das eleições em Lavras não me surpreendeu. 

Dias atrás, em conversa com pessoas ligadas à política da cidade, quando fui perguntado sobre quantos votos teriam Cherem e Dâmina, não titubeie e disse: “Cherem terá entre 16 e 18 mil votos e Dâmina terá de 14 a 16 mil”. Na hora a reação foi de incredulidade. Eles acreditavam que os números seriam mais favoráveis e sapecaram que a coisa passaria de 25 mil. 

Dentro da margem de erro do “tudo pode acontecer”, acertei.


DEHON

No caso de Dehon, a votação demonstrou que parte da oposição aos Cherem votou no candidato , aliado à facilidade e visibilidade do número atrelado a Dâmina, o que potencializou os votos dados. Dehon navegou na mesma maré de Anderson Garçom em 2010 e obteve números parecidos.


DAMINA CAP

Dâmina surgiu como garantia para CAP. Após sua decisão de abandonar o pleito em virtude de sua impugnação, o empresário Midas viu que precisava de alguém, de sua confiança, para entrar na vaga cuidadosamente preparada por ele, inclusive a sua coligação com PTB que garantiu a eleição de Dâmina. 

CAP, em 2010, obteve pouco mais de 16 mil votos em Lavras. Dâmina chegou perto, mas não repetiu os votos do marido. Mesmo assim, e graças ao mundaréu de votos de Eros Biondini (mais de 170 mil votos), Dâmina foi eleita.


CARONA PRA 2016?

Em sua pré-campanha, CAP recebeu o apoio de Jussara - por mais inimaginável que se pudesse crer-  e a reboque o do prefeito não legitimado pelas urnas, Silas Costa Pereira. 

CAP, de olho numa disputa menos acirrada, já mantinha certo namoro em 2012 com a ala da ex prefeita e agora, após a vitória de Dâmina, recebeu a visita em comemoração do então prefeito Silas Costa.  A visita ontem a noite foi lida por partidários como um “recibo na mesa” para que Dâmina CAP apoiem o prefeito agora sem o governo do Estado para apoiá-lo.

Com a visita de ontem já e é possível afirmar que CAP’s & Silas dão sinais de que poderão seguir lado a lado até a outra margem, ali em 2016. 

Porém, há que se ter cuidado com os instintos.



CHEREM

O deputado Fábio Cherem conseguiu o que muitos políticos não imaginavam: Foi reeleito e, com uma votação surpreendente para quem estava de fora da campanha, quase dobrou a sua primeira votação e chegou aos 65.778 votos. 

Cherem, ao que parece (política tem ingratidão demais), fez a aposta em Pimentel e se deu bem. Foi o único do partido a arriscar. 

Ontem, segundo fotos em rede social, o lavrense acompanhou o resultado ao lado de Pimentel, com direito a selfie e conversa em separado ao final da apuração. 

Cherem agora terá a missão de manter vivo o legado de seu irmão e enfrentará um movimento político de desmanches. Jussara será suplantada por uma força maior no Estado e na cidade. 

CAP buscará se viabilizar politicamente e Cherem terá que manter o eleitorado com saudades do irmão e de uma gestão bem avaliada como vinha sendo. Mas segue um alerta: politicamente e midiaticamente terão que ocorrer profundas mudanças de estilo e aproximação. 

Agora, a atenção e os interesses estarão divididos e ganhará espaço quem melhor souber “negociar” em todos os campos.  Votos existem. Possibilidades políticas também. Mas agora tudo terá um preço, e bem maior, para quem quiser sobreviver na política da cidade. 

O tempo dirá.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

SAUDADES DO BRASIL!





Ola amigos. Saudações a todos aí neste meu país que há anos não tenho contato e me vi obrigado a fugir. Aqui no exílio, ouvindo Chico, Roberto Carlos e Geraldo Vandré, vai tudo bem, obrigado!, na medida do possível, apesar do regime ditatorial e do cerceamento da liberdade de expressão, do abuso de alguns membros da Corte Marcial aqui deste país enterrado nos Quintos do fim do mundo e chamado Sarval.

Vi com tristeza, mas no bom sentido, uma noticia advinda daí, da saudosa terra, e resolvi republicar pra vocês (isso aqui é crime punível com multa, cassação de direitos e censura), que, diante da grata surpresa, resolvi compartilhar, até que mandem me censurar ao custo de uma bala na cabeça dos meus direitos civis. Se eu sumir, desde já me despeço com saudade e afirmo: o regime, aqui, foi quem mandou me matar.

Segue para reflexão um trecho da decisão em que o Ministro do Supremo Tribunal Federal, aí do Brasil, Luis Roberto Barroso, derrubou a liminar que proibia a divulgação do nome de um político ligado ao escândalo do "Petrolão", assemelhado aos Mensalão do PT e ao Mensalão Mineiro ai no Brasil:


"A decisão impôs censura prévia a uma publicação jornalística em situação que não admite esse tipo de providência: ao contrário, todos os parâmetros acima apontam no sentido de que a solução adequada é permitir a divulgação da notícia, podendo o interessado valer-se de mecanismos de reparação a posteriori.... há evidente interesse público da reportagem e, caso haja algum tipo de dano, Cid Gomes deveria buscar indenização, e não impedir a divulgação da notícia.", Luís Roberto Barroso, Ministro do STF.


Caros amigos. Pena que estou aqui, tão longe, exilado na republiqueta chamada Sarval, onde o entendimento das leis e o constitucional é muito diferente daquela que existe aí, neste país longíncuo chamado Brasil. Me despeço com saudades e desejo a todos dias melhores aos que tenho vivido aqui. Aqui são sempre os mesmo que comandam e buscam tentáculos em varias esferas para se manterem no poder.  E o pior: conseguem! Ainda bem que vocês aí não sofrem com isso e tem um governo honesto, sem aparelhamentos, com justiça e com pessoas de bem.

Só me restou uma janela e um ponto de luz não tão longe para que eu me mantenha esperançoso e acreditando que um dia conhecerei os efeitos práticos de uma verdadeira democracia vivida por vocês, aí! 

Até um dia!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

POR DE TRÁS DA NOVA PORTA



Decidido pelo TSE, o futuro político de Marcos Cherem e Tide foi "fluminensemente" decidido e agora, salvo alguma decisão de recurso a ser interposto, o que creio que dificilmente acontecerá,  deixarão o Palácio Perimetral para dar lugar a Silas. 

Sem entrar no mérito da decisão, mesmo discreto, o ex-patrão do filho de Silas, Ministro Gilmar Mendes, que ontem ajudou a derrotar o parecer de Luciana Lóssio que remeteria o recurso ao TRE em Minas, deu sinais eloquentes, porém discretos, de que já havia um consenso construído após receberem um farto material a titulo de “memorial” alguns dias antes da sessão. 

Entre frases pragmáticas e perguntas sem respostas aparentes, conclui-se que Silas acertou e Marcos Cherem, quando tentou acertar, "errou". 

Silas acertou em fazer o jogo comum de "saltimbancos políticos". Silas fez o que a lei exige para que não se volte contra quem dela dependa. Declarou gastos superiores aos de Marcos Cherem e ao mesmo tempo declarou que só teria contratado 8 pessoas. 

Creia quem quiser. 

Cherem, por sua vez, fez o que lhe parecia devido. Informou à justiça eleitoral todas as suas contratações, o que fora usado contra ele. Cherem, ao final do pleito, em comum acordo com familiares, decidiu recuar e não levar Silas ao embate familiar que se instaurou depois das urnas.Recuou. Poupou e não foi poupado. 

Cherem se apoiou no “técnicamente correto”. Reduziu salários de sua equipe. Cortou privilégios e horas extras. Enxugou a máquina. Deixou de fora, ou na varanda, aliados de primeira hora em nome da uma “pseudo governabilidade”. Feriu a própria carne em nome do que acreditava ser o correto. Perdeu aliados que antes empunhavam bandeiras em prol do seu legado. Ficaram pelo caminho do “administrativamente correto” acreditado por Marcos Cherem. Pelo caminho  angariou alguns simpatizantes. Ao mesmo tempo, desafetos movidos pelo bolso e por vantagens "desservidas". Vieram à tona em busca de sua cabeça. 

Fez o que muitos não fizeram em tempos de caixa vazio e necessidade de investimentos. Pagou dividas – quase 70 milhões ao todo - e renegociou o que antes se arrastava na justiça. Obrigou a prefeitura a nada dever ao LavrasPrev, determinando o desconto na veia jugular do Palácio, ou seja, nos recursos minguantes da seca originária do governo federal chamado FPM. 

Marcos Cherem quis ser o que normalmente não se vê na política: administrador.  Fez de seu mandato uma extensão de sua casa. Agiu duramente contra interesses e errou muito pouco. Alguns erros foram por teimosia. Outros, por ideal. 

Não se furtou a dizer não. 

Em seu secretariado, nomes se destacaram. Outros também assim o fizeram no sentido anti-horário, mas foram poucos. Governou por 2 anos quase com critérios até pessoais como administrador. Por vezes, se manteve inerte a apelos em busca de algum fôlego em termos de vantagens por aliados. Foi duro. Foi seco. Fez o que ninguém havia feito até mesmo para parentes próximos e disse não. Marcos Cherem enxergava como vantagem para o município o fim delas. Cortou veias que jorravam a terceiros. Estatizou negócios vantajosos somente para quem lucrava com os serviços. 


Marcos Cherem ignorou antigos parceiros em nome da governabilidade. Acreditou em novos; e se deu mal. Trabalhou como se a prefeitura fosse sua em seu aspecto mais que profissional. Cortou horas extras, que antes eram moedas de troca, por rigidez no cumprimento de horários. Fez do caixa do Palácio, uma controlada fonte de renda para o município. Não deixou tributos e obrigações serem desperdiçadas e nem deixadas de lado. Foi duro com que precisava pagar e fez valer o ditado de que todos são iguais. Cobrou de quem teria que pagar e não fez ajustes. 

Foi sim, em alguns, casos impopular. Optou por fazer o que teria que fazer em detrimento de quem receberia o sim ou o não. Em suma: Marcos Cherem foi um prefeito sonhado por todos, mas que na pratica não agradava quem só vivia de um discurso politicamente correto. 
Fez o que tinha que fazer.

Hoje pela manha, às 7 horas, estava na prefeitura trabalhando como se não tivesse sido cassado. Prometeu exonerar todos os cargos e pagar a todos os seus direitos. Até na hora de sair, quer cumprir a risca o que o estilo correto e formal marcou sua conduta na hora de entrar. 

Assim se vai um mandato adquirido na urna. Começa um conseguido no tapetão. Decisão judicial tem que ser cumprida. A vontade do povo, ao que parece, não. 

Que venha Silas. A sociedade vai cobrar algo e pessoas melhores na futura gestão. 

Não há mais espaço para aparelhamento e nem tão pouco para escândalos como os de outrora. Será preciso fazer mais. Será preciso dar explicação. Será preciso seriedade para com a coisa pública. 

Que venham, então!